segunda-feira, 9 de maio de 2011

Nove milhões de brasileiros e uma dúvida: financiar ou não um imóvel

Nove milhões de brasileiros e uma dúvida: financiar ou não um imóvel


Éder Patriota- Repórter




Pesquisa do Instituto Data Popular mostra que nove milhões de brasileiros têm dúvidas sobre a compra de um imóvel pelos próximos dez meses. Eles se perguntam se vale ou não a pena um financiamento a médio ou longo prazo.

Uma das perguntas mais comuns, entre as futuras financiadoras imobiliárias, é a seguinte: Quais são as vantagens e as desvantagens existentes no financiamento imobiliário de médio e longo prazo?

Segundo pessoas ouvidas pela reportagem, a resposta mais comum é: depende.

Do mesmo modo de qualquer outro produto financeiro, linhas de crédito imobiliário possuem aspectos positivos e negativos, quando são comparados com as outras opções para obter dinheiro.

O fator que determinaria o bom ou ruim deste tipo de negócio são as capacidades de pagamento e a necessidade de cada pessoa.

Exemplo é da atendente de consultório, Fabiana Barbosa- ela financia um imóvel no Benedito Bentes. O lugar foi escolhido por estar próximo a um shopping e o valor das prestações encaixa no orçamento familiar.

Antes da entrega do imóvel, ela já está pagando um pequeno valor- o chamado pré-obra- que ajudará na amortização do valor das parcelas desse financiamento, por intermédio do Programa Minha Casa Minha Vida.

Trinta por cento da renda é comprometida durante essa operação financeira, tendo subsídio de R$17 mil por parte do governo federal e o prazo limite para quitação dos imóveis financiados pelo programa.

Para a administradora de empresas Paula Silva, moradora do Conjunto Residencial Medeiros Neto, no Tabuleiro do Martins, o financiamento longo do imóvel ajuda a ter tranqüilidade.

“Financiei meu apartamento durante 30 anos e tenho certeza que fiz o melhor. É o investimento da minha vida, já que antes pagava aluguel em um local que não me agradava”, disse.

Juros e prazos

O juro baixo e o prazo longo são os principais atrativos para quem quer financiar um imóvel.

“Para a pessoa física, as taxas de juros do crédito imobiliário são bastante elevadas, com prazos de até 30 anos”, disse Luiz França- diretor do Banco Itaú e presidente da Associação das Empresas de Crédito Imobiliário (Abecip).

A justificativa para isso é que a fonte de recursos- caderneta de poupança e FGTS- é barata para as instituições bancárias.

A “fome” das instituições financeiras cresceu nos últimos três anos, com a perspectiva de diminuição dos juros e com a melhora nas garantias devido a alienação dos imóveis.

Por outro lado, o mutuário fica preocupado quando percebe que no fim do financiamento do imóvel, ele fica duas e até três vezes mais caro do valor à vista. E os juros chegam ao máximo de 12% durante o ano.

“O tipo de financiamento ideal é aquele que melhor se adequa à realidade de quem o procura. Para quem pode desembolsar valores mais elevados, o ideal é o de curto prazo. Porém, para famílias de renda muito baixa, essa opção é quase sempre descartada, considerando o volume de despesas com as quais essa renda é comprometida. Nos casos de financiamento de longo prazo, se a família tiver uma renda extra, é salutar que se faça uma antecipação de amortização, de modo a reduzir o prazo de financiamento. Quanto mais elevado o prazo, maior o custo de financiamento”, disse a economista Luciana Caetano.

“Além disso, o Governo Federal adotou uma estratégia para reduzir o déficit habitacional, contemplando quase todos os estratos sociais. Tanto a classe de baixa renda quanto a classe média têm lançado mão desse instrumento de antecipação de consumo”, disse
De acordo com ela, Alagoas, em especial a capital, vem registrando nos últimos oito anos uma explosão de consumo na construção civil, tanto em novas edificações quanto nas reformas dos imóveis.

O principal instrumento da dinâmica deste mercado tem sido o crédito subsidiado, liberado pelo sistema financeiro nacional- o principal agente é a Caixa Econômica Federal.

“Portanto, esse perfil é bastante diverso: vai desde famílias com renda de 1 salário mínimo até famílias com renda superior a vinte salários mínimos. Cresce, também, o número de pessoas que compram um imóvel para morar só”, disse a economista.

Para ela, as dificuldades para financiar um imóvel são as seguintes: se o financiamento for via sistema financeiro nacional, há certa burocracia porque o agente financiador precisar ter certas garantias e cumprir, com rigor, o que determina a legislação, referindo-se às condições de financiamento.

Se este financiamento for diretamente com a construtora, a dificuldade maior é conseguir desembolsar valores mais elevados das amortizações, além das prestações intercaladas.

“Deve-se procurar bastante antes de fechar um negócio, observar se a edificação está com toda documentação regularizada e sem nenhum débito pendente. Quanto ao débito, tente fazer o possível para reduzir o prazo de financiamento. Financie só o necessário. Não faz sentido manter dinheiro na caderneta de poupança quando se precisa de um financiamento”, disse a economista.

Perguntas e respostas para se financiar um imóvel em Alagoas

1-Como escolher?

O principal ponto é a taxa final de juros. Compare o CET (Custo Efetivo Total), a taxa que engloba tarifas, serviços, seguros e impostos embutidos.

2-Quais são as opções?

Pode-se financiar um imóvel dentro ou fora das regras do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), que só valem para imóveis de até R$500 mil. No SFH, os juros são tabelados- até 12% mais TR (para parcelas fixas, vai a 13% mais TR). No SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), as regras são flexíveis, mas os juros nesse sistema hoje já não superam muito os cobrados no SFH.

3- Posso sacar o FGTS?

Sim, se tiver contribuindo pelo menos por três anos e não for dono de outro imóvel. O imóvel deve valer até R$500 mil.

4- Como são os pagamentos?

Há dois sistemas: Tabela Price e SAC (Sistema de Amortização Constante). Na Price, as parcelas são iguais do início ao fim. No SAC, serão decrescentes, sendo que a 1ª parcela costuma ser 25% maior do que na Tabela Price; a vantagem é que o valor final é 25% menor.

5-Faço pré ou pós- fixado?

No pré, as parcelas não variam diferentemente do pós-fixado. Os bancos, porém, cobram uma taxa maior no prefixado.

6-Posso financiar na planta?

Além do preço menor, comprar imóvel na planta têm a vantagem de que não são pagos juros até a entrega das chaves. Depois, a construtora pode cobrar juros de 1% ao mês mais IGP-M. Nesse momento, a maioria toma empréstimo em banco.













quarta-feira, 16 de março de 2011

Dinheiro fácil afunda milhares de alagoanos

Dinheiro fácil afunda milhares de alagoanos


Éder Patriota- Repórter


A facilidade de obter crédito nos mais diversos locais e os grandes estímulos para consumir de maneira exagerada, têm sido um dos maiores problemas que as pessoas vêem enfrentado atualmente, sendo que para pagar as suas dívidas muitos alagoanos, arrumam uma “saída” não muito confiável.

Em Alagoas, existem diversas instituições financeiras ofertadoras de dinheiro a qualquer tipo de pessoa, sendo que na maioria das situações não estabelece nenhum tipo de exigência para emprestar alguma quantia de dinheiro, porém algumas exigem que a pessoa que estiver pegando o dinheiro emprestado, ter o nome limpo na praça, ou seja, não estar com o nome inserido nas redes de proteção ao crédito (SPC e Serasa), garantindo dessa maneira uma maior segurança para quem estiver emprestando o dinheiro.

Em Maceió diversas instituições emprestam dinheiro, como por exemplo, as financeiras, os bancos públicos e de forma marginal os agiotas, que solicitam um bem da pessoa como garantia, caso o pagamento do empréstimo não seja honrado, eles tomam o bem e a pessoa fica a ver navios.

Empresas com o maior número de reclamações

De acordo com, a diretora administrativa do PROCON (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor), Thaís Correia, atualmente as prestadoras de serviços telefônicos são as que têm o maior número de reclamações dos consumidores alagoanos, todavia a partir de dezembro do ano passado,as financeiras são as empresas com o maior número de reclamações no órgão.

Ainda segundo Thaís, as pessoas na maioria das vezes são responsáveis pelos problemas financeiros que passam, pois muitas vezes não lêem os contratos, ficando vulneráveis as cláusulas abusivas, entretanto muitas outras agem de má-fé, onde acabam se dando mal, complicando suas vidas e arrumando um problema de difícil solução. Para as pessoas que estão com um número elevado de dívidas, criamos o Núcleo do Superenvidamento, no qual um grupo de funcionários do órgão realizam estudos para ajudar quem está com problemas financeiros, dando conselhos e buscando renegociar as dívidas, para que não comprometam as condições mínimas de sobrevivência e o único crime cometido pelas financeiras é o de propaganda enganosa- aonde prometem resolver os problemas da vida da pessoa, mas na prática nem sempre isso acontece, causando problemas ainda maiores.

Para a gerente da Brasil Cred- Financeira , Suzana Santos-, a empresa que ela trabalha só empresta dinheiro a servidores públicos estadual, aposentado, militar do exército e a pensionistas, na modalidade consignada, aplicando juros de aproximadamente 2%- taxa de mercado,aonde são realizadas operações com esse determinado grupo de pessoas, por ser mais confiável e porque o risco de inadimplência é quase nulo, sendo que o servidor público municipal só pode pegar dinheiro emprestado de maneira consignada no Banco do Brasil também seguidor das regras do mercado.

Já o servidor público estadual M.B.P., que pediu para não ser identificado, disse estar passando por grandes dificuldades financeiras, por não ter conseguido quitar os seus débitos, mesmo tendo solicitado três empréstimos e os renegociando, recomenda a qualquer pessoa, que esteja devendo ou buscando consumir, evitar gastar mais do que ganha e buscar viver de acordo com a sua realidade.


Conselhos de economista



O economista, Marcos Calheiros, sugere as pessoas que tenham muita cautela no momento que forem adquirir qualquer coisa, pois em qualquer operação financeira de longo prazo, os juros são maiores. “Financeiras como Fininvest, utilizam os carnês como forma de pagamento dos seus empréstimos, aonde se aplicam o chamado juro composto, que as taxas de juros são bem superiores as praticadas no mercado, por consideram a operação muito arriscada e proponho as pessoas que possuem cartão de crédito evitar pagar somente o valor mínimo, o que contribui para o aumento da dívida todos os meses", ressaltou.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Aviso

Gostaria de avisar a todos, que acessarem seu blog, sobre a sua finalidade, que será para divulgar informações de interesse social.



Qualquer crítica, será bem vinda, pois as criticas me fortalecerão.


Elogios, só aceito se merecer.


Abraço


Éder Patriota

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Governo federal anuncia corte de R$ 50 bilhões e compromete emendas parlamentares

Governo federal anuncia corte de R$ 50 bilhões e compromete emendas parlamentares

Éder Patriota- Repórter


Visando atingir o superávit primário de quase 118 bilhões para o setor público, o governo federal anunciou, desde a terça-feira da semana passada, um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento Geral da União (OGU) no corrente ano, prova

Segundo os ministros Miriam Belchior (Planejamento) e Guido Mantega (Fazenda), os cortes ocorrerão em todas as partes da atual estrutura da união, só que aos poucos cada ministro saberá como ser atingido por esse contingenciamento de recursos, todavia as obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não serão paradas e nem atrasarão.” A redução será no custeio”, afirmaram eles.

Um dos locais mais atingidos pelo corte de recursos será o Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES), concursos públicos de órgão federais que seriam realizados, desprovidos de autonomia financeira, além de nomeações de concursos anteriormente realizados e dos que serão realizados as passagens e diárias de gestores públicos federais terão diminuição de 50% nos seus custos, já em relação ao BNDES o volume de recursos e nos subsídios de juros, pois a inflação nesse momento se apresenta em evolução constante, o que vem preocupando a equipe econômica.

REFLEXOS EM ALAGOAS

O Secretario de Estado do Planejamento e Orçamento (SEPLAN), Luiz Otavio Gomes, disse que o corte do governo federal, afetará o Estado de uma maneira considerável, pois dependemos bastantes das emendas da União, todavia em relação a possíveis concursos públicos, que seriam realizados esse ano pelo governo do estado garantiu que essa atitude não afeta em nada a futuros certames estaduais e sim quem for prestar concurso na instância federal.

Já em relação, a capital Maceió, no qual está concentrados a maior quantidade de recursos, destinados pelas emendas dos parlamentares alagoanos, o Secretario Municipal de Planejamento e Desenvolvimento (Sempla), Marzio Delmoni, disse ainda não conhecer, as conseqüências desse corte para Maceió, mas não crê na existência de algum problema para as obras tocadas pelo poder público municipal.

O economista, Marcos Calheiros, considera a atitude da presidente Dilma, como correta, pois está prevenindo futuros problemas na economia brasileira, o que poderia prejudicar o país nesse momento.

Ainda segundo Marcos, o governo com essa atitude pensa em não aumentar a taxa básica de juros (Selic), sendo sensata nesse ínicio de governo.

LAMENTAÇÃO DE CONCURSEIROS

A professora de História e concurseira, Mayra Alvarenga, afirmou que a suspensão de diversos concursos públicos federais, que seriam realizados esse ano, a desanimou bastante. “Venho estudando para os concursos federais, com bastante afinco, há pelo menos dois anos e essa decisão me deixou bastante triste”, lamentou Mayra. Já o gestor ambiental, Anderson Rosemberg, considera a decisão tomada, como impopular e crê que será revogada.